Ela tinha um sorriso lindo, que apesar que ninguém enxergasse, aquele sorriso me trazia paz, me sentia completa por saber que aquele sorriso era meu. Ela tinha cabelo curto, e eu amava seus cabelos, deixavam ela mais aberta, e mostrava melhor o seu rosto. Eu nunca lhe toquei, mas imaginava ela ali na minha frente, tão perto de mim, imaginava aquelas cenas de filme, onde seus olhos piscavam com fragilidade, e em câmera lenta, aqueles olhos escuros olhando para mim, e eu juro, eu juro que se pudesse e tivesse uma daquelas cenas com ela, juro que não precisaria de mais nada, porque era ter ela e ver aquele sorriso que me deixava feliz. Ela tinha uma voz tão doce, assim como uma canção de ninar, era tão doce que eu ao ouvir dançava por dentro. Ela era engraçada, eu nunca soube na real se ela era realmente engraçada ou se toda vez que ela fazia uma graça, a minha risada era a mais verdadeira, e eu ria até mesmo quando não era para rir. Mas ela era irritada, vish, tão irritada… mas eu ria todas as vezes que era brigava comigo, eu me sentia feliz, bem no fundo eu me sentia orgulhosa, não sei porque, mas sempre pensava “eita menina brava, mas tão minha”. Eu nunca fui de sentir muitas emoções, poucas e raras vezes eu gosto de alguma coisa, mas com ela era diferente, eu só queria viver dela, apesar dela ser tão indiferente, era só ela que fazia com que eu me sentisse viva, e de todas as vezes que ela dizia que me amava, eu prometia a mim mesma que faria de tudo pra nunca perder ela, todo mundo via ela como uma pessoa normal, as vezes chata, as vezes durona, mas eu a enxergava ela diferente, como se todas os defeitos dela não fossem nada comparado ao quando eu a amava. Ela brigava comigo, ficava fria, tão fria que por dentro eu congelava, ela era oindiferente, fugia de mim, sumia de mim, mas eu só conseguia enxergar ela com olhos de amor, não importava o que ela fazia, eu sempre soube que nunca deixaria de ama-la. E era engraçado, porque todo os dias eu tinha uma vontade maior do que eu de dizer o quanto eu a amava, e que precisava dela. Mas ela foi embora, e desde então eu me sinto sem me sentir, eu sinto tanto a falta dela que as vezes minha vontade é de implorar pra ela voltar, e prometer que não importasse o que ela tinha, eu cuidaria dela, mas eu sei que ela não volta, porque ela não me ama, ela não me enxerga como eu a enxergo. E é triste, tão triste uma historia, tão linda terminar assim, e eu sei que ela sabe que eu a ainda a amo, porque eu disse a ela com palavras mais sérias de toda minha vida que eu amaria ela para sempre. Mas ela se foi, fechou as portas, levou as malas e nem olhou para trás, disse que não iria voltar, e eu me perguntei o que eu fiz de errado para não te-la, mas ela não respondeu, e droga… eu sinto tanto a falta dela.
E.F.
Clarice Falção.
7:14




